Outeiro, como é conhecida popularmente a ilha de Caratateua, é uma ilha e distrito de Belém, ligada ao continente através de ponte, distante 25 km do centro da capital, possui 50 mil habitantes, é a mais próxima de Belém, possui todos os três tipos de solo: varzea, igapó e terra firme, permite as culturas intensiva e extensiva, acrescidos de orla de belissimas praias, como atrativos cenários para atividades de turismo e lazer social. Local com praias de rio, bastante procurado pela população metropolitana.
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_Caratateua. Acesso em: 19 agosto 2010.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Ilhas de Riso: O hipocondríaco em Outeiro (por Alessandra Nogueira)
E lá vamos nós outra vez. É minha gente, começamos outra caravana. Agora é “Ilhas de Riso”.
Vem de novo aquela sensação que deve ser ancestral de viajante, de trupe mambembe como nossos antigos amigos de rua, de arte. Atores que caminhavam por todos os cantos levando arte, alegria e boas energias para aqueles que se deixavam fisgar pelos braços do teatro.
Ser palhaço, então, é levar tudo em dobro. Será? Ou é pensamento metido de palhaço? Rsrsrsrsrsrsrs.
Mas voltando à caravana...
Primeira ilha: OUTEIRO
Arrumar as coisas, pegar o ônibus, seguir estrada... gargalhadas, comidinhas e mais gargalhadas. Passamos pela ponte. Estamos chegando.
Na chegada os olhares curiosos, dos dois lados. Olhar o lugar, as pessoas... Começar
Nosso grito: Palhaços Trovadores, oi, oi, oiiiiiiiiiiiiiii. Bater as mãos desejando meeeeeeeerda.
Que emoção poder levar gargalhadas, arte e brilho aos olhos das crianças, mães, avós, vizinhos, comadres... GENTE.
Foi lindo. As lágrimas me vieram aos olhos já no finalzinho do espetáculo. Quem sabe se aquelas pessoas já haviam visto teatro? E será que vão continuar vendo? No final isso não é o mais importante. Causa emoção pensar nisso, mas não é o mais importante. O que vale no fim, é o instante em que tudo acontece. A suspensão do tempo, onde nem um de nós está no comum. É outra coisa. Cada um sabe o que representa esse instante. Esse suspiro.
Como diz a música final: ...”vida de artista é assim...” E é mesmo.
Vamos lá então com mais emoção, poesia e riso.
Alessandra Nogueira - Palhaça Neguinha
Vem de novo aquela sensação que deve ser ancestral de viajante, de trupe mambembe como nossos antigos amigos de rua, de arte. Atores que caminhavam por todos os cantos levando arte, alegria e boas energias para aqueles que se deixavam fisgar pelos braços do teatro.
Ser palhaço, então, é levar tudo em dobro. Será? Ou é pensamento metido de palhaço? Rsrsrsrsrsrsrs.
Mas voltando à caravana...
Primeira ilha: OUTEIRO
Arrumar as coisas, pegar o ônibus, seguir estrada... gargalhadas, comidinhas e mais gargalhadas. Passamos pela ponte. Estamos chegando.
Na chegada os olhares curiosos, dos dois lados. Olhar o lugar, as pessoas... Começar
Nosso grito: Palhaços Trovadores, oi, oi, oiiiiiiiiiiiiiii. Bater as mãos desejando meeeeeeeerda.
Que emoção poder levar gargalhadas, arte e brilho aos olhos das crianças, mães, avós, vizinhos, comadres... GENTE.
Foi lindo. As lágrimas me vieram aos olhos já no finalzinho do espetáculo. Quem sabe se aquelas pessoas já haviam visto teatro? E será que vão continuar vendo? No final isso não é o mais importante. Causa emoção pensar nisso, mas não é o mais importante. O que vale no fim, é o instante em que tudo acontece. A suspensão do tempo, onde nem um de nós está no comum. É outra coisa. Cada um sabe o que representa esse instante. Esse suspiro.
Como diz a música final: ...”vida de artista é assim...” E é mesmo.
Vamos lá então com mais emoção, poesia e riso.
Alessandra Nogueira - Palhaça Neguinha
domingo, 15 de agosto de 2010
Relatos - Caravana Clown
Sobre a Caravana:
Em 2004, patrocinados pela Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), através do edital Caravana Funarte, os PALHAÇOS TROVADORES realizaram suas primeiras viagens para fora de Belém. O projeto CARAVANA CLOWN percorreu 15 cidades do estado do Pará e 10 do estado do Amapá, com a apresentação do espetáculo “Amor Palhaço”. As viagens começaram em novembro de 2004 e terminaram em março de 2005.
Foram visitadas as seguintes cidades:
Pará: Benevides, Castanhal, Ananindeua, Inhangapi, Barcarena, Santa Bárbara, São Francisco, Colares, Moju, Salinas, Santarem Novo, Curuçá, Santo Antonio do Tauá, Santa Isabel e São João da Ponta.
Amapá: Macapá (duas apresentações), Coração, Santana, Ilha de Santana, Igarapé da Fortaleza (Santana), Mazagão, Tartarugalzinho, Porto Grande (Comunidade Monte Tabor), Pracuúba e Ferreira Gomes.
Foi uma experiência maravilhosa, a troca de saberes e afetos com pessoas de lugares tão diferentes, nos transformou a todos. As belezas naturais dos lugares, o carinho e cuidado das pessoas conosco, a felicidade dos adultos, jovens e crianças... Tudo isso não tem preço. Nos estimulou a continuar em frente, criando nosso trabalho e a pensar, sempre e sempre, e novas aventuras...
É importante registrar que em todas estas viagens contamos com parcerias fundamentais das prefeituras das cidades, de instituições como o Sesc do Pará e do Amapá e de muitos amigos, aqui e lá.
Nosso muito obrigado a todos!
Marton Maués, diretor artístico dos Palhaços Trovadores
Pracuúba: um garoto, um brinquedo...
A experiência da Caravana Clown, projeto realizado pelos Trovadores em 2004/05, foi muito prazerosa, em muitos aspectos: a oportunidade de viajar e mostrar nosso trabalho em outras cidades, a cumplicidade do grupo, o brilho no olhar do público, ao ver aquele bando de palhaços falando de amor...
Mas tem um fato que, apesar de simples à primeira vista, me marcou bastante e, vira e mexe, me vem à lembrança: na nossa apresentação na cidade de Pracuúba, que mais me parecia um vilarejo, resolvemos nos arrumar no meio da praça mesmo. Na verdade, não lembro se essa prática foi feita em todas as nossas apresentações, mas ali naquele lugar, nós, os palhaços se maquiaram na rua.
Aos poucos, que era de se esperar, os habitantes dali começaram a se aproximar da gente, curiosos e surpresos com aqueles palhaços ali, se pintando. E é claro que a maioria desses curiosos era a criançada, alegres e desconfiadas com aquelas figuras que, certamente, nunca haviam vistos. Bem, em um determinado momento, um garoto se aproximou de mim, observando o meu ritual de passagem, já que a Suani ainda estava ali, mas já dando o ar da graça da Aurora Augusta.
Depois de alguns minutos me observando, ele, o garoto, franzino, se aproximou e me perguntou: “tia, a senhora vai dá um brinquedo? Eu não tenho nenhum brinquedo, a senhora tem um brinquedo?”. Nossa, aquele pedido me cortou o coração, pois o olhar daquele garotinho, foi uma flechada em meu peito... Eu respondi, um tanto tristonha, que não tinha nenhum brinquedo, mas que ele iria gostar do nosso presente, que seria a apresentação de um espetáculo de teatro. Percebi que ele não se importou muito, acho que nem tinha consciência do que seria teatro, e ele finalizou nossa conversa com o seguinte pedido: “Mas a senhora vai voltar aqui? Quando a senhora voltar aqui, a senhora traz um brinquedo pra mim?”. Eu não voltei mais à Pracuúba, mas até hoje, depois de cinco anos, me sinto em dívida com esse garoto.
Mas ainda voltarei lá!
Suani Corrêa - palhaça Aurora Augusta
Em 2004, patrocinados pela Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), através do edital Caravana Funarte, os PALHAÇOS TROVADORES realizaram suas primeiras viagens para fora de Belém. O projeto CARAVANA CLOWN percorreu 15 cidades do estado do Pará e 10 do estado do Amapá, com a apresentação do espetáculo “Amor Palhaço”. As viagens começaram em novembro de 2004 e terminaram em março de 2005.
Foram visitadas as seguintes cidades:
Pará: Benevides, Castanhal, Ananindeua, Inhangapi, Barcarena, Santa Bárbara, São Francisco, Colares, Moju, Salinas, Santarem Novo, Curuçá, Santo Antonio do Tauá, Santa Isabel e São João da Ponta.
Amapá: Macapá (duas apresentações), Coração, Santana, Ilha de Santana, Igarapé da Fortaleza (Santana), Mazagão, Tartarugalzinho, Porto Grande (Comunidade Monte Tabor), Pracuúba e Ferreira Gomes.
Foi uma experiência maravilhosa, a troca de saberes e afetos com pessoas de lugares tão diferentes, nos transformou a todos. As belezas naturais dos lugares, o carinho e cuidado das pessoas conosco, a felicidade dos adultos, jovens e crianças... Tudo isso não tem preço. Nos estimulou a continuar em frente, criando nosso trabalho e a pensar, sempre e sempre, e novas aventuras...
É importante registrar que em todas estas viagens contamos com parcerias fundamentais das prefeituras das cidades, de instituições como o Sesc do Pará e do Amapá e de muitos amigos, aqui e lá.
Nosso muito obrigado a todos!
Marton Maués, diretor artístico dos Palhaços Trovadores
Pracuúba: um garoto, um brinquedo...
A experiência da Caravana Clown, projeto realizado pelos Trovadores em 2004/05, foi muito prazerosa, em muitos aspectos: a oportunidade de viajar e mostrar nosso trabalho em outras cidades, a cumplicidade do grupo, o brilho no olhar do público, ao ver aquele bando de palhaços falando de amor...
Mas tem um fato que, apesar de simples à primeira vista, me marcou bastante e, vira e mexe, me vem à lembrança: na nossa apresentação na cidade de Pracuúba, que mais me parecia um vilarejo, resolvemos nos arrumar no meio da praça mesmo. Na verdade, não lembro se essa prática foi feita em todas as nossas apresentações, mas ali naquele lugar, nós, os palhaços se maquiaram na rua.
Aos poucos, que era de se esperar, os habitantes dali começaram a se aproximar da gente, curiosos e surpresos com aqueles palhaços ali, se pintando. E é claro que a maioria desses curiosos era a criançada, alegres e desconfiadas com aquelas figuras que, certamente, nunca haviam vistos. Bem, em um determinado momento, um garoto se aproximou de mim, observando o meu ritual de passagem, já que a Suani ainda estava ali, mas já dando o ar da graça da Aurora Augusta.
Depois de alguns minutos me observando, ele, o garoto, franzino, se aproximou e me perguntou: “tia, a senhora vai dá um brinquedo? Eu não tenho nenhum brinquedo, a senhora tem um brinquedo?”. Nossa, aquele pedido me cortou o coração, pois o olhar daquele garotinho, foi uma flechada em meu peito... Eu respondi, um tanto tristonha, que não tinha nenhum brinquedo, mas que ele iria gostar do nosso presente, que seria a apresentação de um espetáculo de teatro. Percebi que ele não se importou muito, acho que nem tinha consciência do que seria teatro, e ele finalizou nossa conversa com o seguinte pedido: “Mas a senhora vai voltar aqui? Quando a senhora voltar aqui, a senhora traz um brinquedo pra mim?”. Eu não voltei mais à Pracuúba, mas até hoje, depois de cinco anos, me sinto em dívida com esse garoto.
Mas ainda voltarei lá!
Suani Corrêa - palhaça Aurora Augusta
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